Sra. Santana

- Joelzinho, meu filho, não faça mamãe passar vexame.

Sra. Van Gogh

- Vincent! Pare de cutucar a orelha com o canivete… pegue um cotonete!

Sra. Freud

- Schlomo, meu amado filho. Se você não se tornar médico eu enlouqueço. E não me venha com essa história de mudar seu nome para Sigmund!

Maria, aquela jovem judia que recebeu o Espírito Santo

- Joshua você é a cara de seu Pai.

Sra. Wayne

- Brucinho, pare de usar minhas roupas e não me invente nada de brincar de cabaninha com os meninos mais novos!

Sra. Coelho

- Paulinho, você já está na 8ª série e ainda não aprendeu o bê-a-bá!

Sra. Jung

- Tavinho, meu filho. Eu já estou cansada de te ensinar alemão e você só aprende a escrever cartas enigmáticas cheias de símbolos que eu não entendo.

Sra. Einstein

- Albert, meu filho. Você está com 3 anos e ainda não falou nada! O que o mundo vai pensar de você?

Sra. Iscariotes

- Judas! A pior coisa do mundo é homem fofoqueiro. Não fale mais dos outros. Mamãe fica triste…

Lady Laura

- Betinho, banheiro não é lugar para se cantar tão mal assim.

Sra. Arantes do Nascimento

- Menino, pare de me chutar. Você ainda está na minha barriga, entende?

Sra. Furnier

- Vincent, do jeito que você canta mal e usa esses cabelos ainda vão te chamar de Alice!

Sra. Gates

- William, é feio copiar as idéias dos outros. A professora me contou que você colou na prova e disse que tinha sido o contrário.

Sra. Maradona

- Dieguito, não use talco pra fazer linhas sobre a mesa. Assim você entope o nariz.

Sra. Bueno

- Pare de gritar, menino!

Sra. Cortez

- Hernanzinho! Hernanzinho! Venha logo pra cá! Pare de querer tomar conta do quintal do vizinho!

Sra. Osbourne

- Ozzy, tem certeza que não quer um pedaço de frango assado? Acho que este morcego não lhe fará bem…

Sra. Jagger e Sra. Richards tomando o chá das cinco…

- Meninos, vocês nunca estão satisfeitos!

Sra. Oppenheimer

- Menino, pare de ficar estourando bombinhas. Não estamos em época de São João!

Sra. Inácio da Silva dando tapinhas na cabeça de seu rebento que tem a língua presa.

- Luizinho, você  não vai para o Sul… Você não vai para o Sul…

bolist

O jornal inglês Telegraph elaborou uma lista dos 50 cult livros de todos os tempos. Você encontrará no final do artigo a lista com os livros e os títulos das edições feitas no Brasil. Caso não tenha sido traduzido, foi mantido o título original.

Este tipo de lista não é nenhuma novidade, pois quase todo caderno literário vira e mexe traz algo parecido de vez em quando.

O que realmente interessa não é saber quais livros estão na lista, mas os motivos pelos quais as pessoas escolheram este ou aquele livro. A escolha obviamente é sempre subjetiva. Não é uma eleição. É uma indicação que envolve critérios emocionais na maioria das vezes. Tanto que eles justificam as escolhas da seguinte forma:

Nossos críticos apresentam uma lista dos livros cults da história. Alguns são clássicos, outros são catastróficos. Todos, de uma forma ou de outra trazem um fato em comum: o poder de inspirar as pessoas.

Mas o que é realmente um livro cult Foi esta a pergunta que fizeram a si próprios. Também não chegaram a uma conclusão. Qualquer motivo pode ser motivo para que consideremos um livro como cult. As explicação são até engraçadas como, por exemplo, livros que usualmente estão nos bolsos de assassinos 1; livros que você muito a sério quanto está com 17 anos, livros com uma conjunção de fatores como autor esquisito e livro com título estranho e também livros que seus filhos jamais terão.

Cult livros podem ser livros que te fazem se encolher de medo, ou livros de coleções mundanas de bolso. Ao mesmo tempo, esta lista inclui livros muitos dos principais textos do feminismo, jornalismo e memórias e também os romances mais hipnotizantes. Livros classificados como cult são atemporais e não são exatamente best-sellers, até diferem destes, mesmo que alguns tenham sido como “Os Insaciáveis”, de Harold Robbins ou “Zen e a Arte de Pilotar Uma Motocicleta”, de Robert Pirsig.

Nem sempre um cult livro foi aquele que trouxe idéias novas como “A Origem das Espécies”, mas “Assim Falou Zaratustra” se tornou cult. Você pode colocar a questão relativo aos livros das grandes religiões e também serem considerados como cult. Segundo os analistas, a Bíblia e o Corão não mudaram a vida de uma pessoa, mas de uma grupo de pessoas. Por isso não podem ser considerados cult, assim como “O Manifesto do Partido Comunista”, que está na mesma classificação dos dois grandes livros religiosos, isto é, mudaram a vida de uma coletividade, mas não a vida de uma única pessoa.

Nesta compilação, segundo os autores, eles foram em busca de livros que praticamente moldaram a vida de uma pessoa, ou de acordo com suas palavras “um tipo de livro que as pessoas usam como uma jaqueta ou os vêem como um totem”. O livro cult é aquele que “conversa” com a sua cabeça ou que faz a sua cabeça, que te faz sentir vontade de ir à Grécia, te faz sonhar ser pacifista, que te faz saber a forma de pensar sobre si próprio entre outras formas de encarar a si perante o mundo.

Em um ponto os analistas chegaram a um consenso, isto é, é você quem percebe que um livro é um cult livro.

A seguir a lista dos 50 Cult Livros elaborada pelo Daily Telegraph:

Matadouro 5 (Salughterhouse – 5) – Kurt Vonnegut (1969)
Quarteto de Alexandria, O (The Alexandria Quarte) – Lawrence Durrel (1957/60)
Às Avessas (A Rebours) – J.K. Huysmans (1884)
Baby and Child Care  Dr. Benjamin Spock (1946)
Mito da Beleza, O (The Beauty Myth) - Naomi Wolf (1991)
Redoma de Vidro, A (The Bell Jar) - Sylvia Plath (1963)
Ardil 22 (Catch-22)
- Joseph Heller (1961)
Apanhador no Campo de Centeio, O (The Catcher in the Rye)
- JD Salinger (1951)
Profecia Celestina, A (The Celestine Prophecy
) - James Redfield (1993)
Homem dos Dados, O (The Dice Man)
- Luke Rhinehart (1971)
Eram os Deuses Astronautas?
(Chariots of the Gods: Was God An Astronaut?) - Erich Von Däniken (196 8)
Confraria de Tolos, Uma (A Confederacy of Dunces) - John Kennedy Toole (1980)
Confissões (Confessions
) by Jean-Jacques Rousseau (1782)
Memórias e Confissões de Um Pecador Justificado (The Private Memoirs and Confessions of a Justified Sinner) - James Hogg (1824)
Dianética: a ciência moderna da saúde mental (Dianetics: the Modern Science of Mental Health) - L Ron Hubbard (1950)
Portas da Percepção, As (The Doors of Perception)
- Aldous Huxley (1954)
Duna (Dune)
- Frank Herbert (1965)
Guia do Mochileiro da Galáxia (The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy) - Douglas Adams (1979)
The Electric Kool-Aid Acid Test
- Tom Wolfe (196 8)
Medo de Voar (Fear of Flying)
- Erica Jong (1973)
Mulher Eunuco, A (The Female Eunuch) - Germaine Greer (1970)
Nascente, A (The Fountainhead) - Ayn Rand (1943)
Gödel, Escher, Bach: um entrelaçamento de gênos brilhantes (Gödel, Escher, Bach: an Eternal Golden Braid) - Douglas R Hofstadter (1979)
Arco-Íris da Gravidade (Gravity’s Rainbow) - Thomas Pynchon (1973)
The Holy Blood and the Holy Grail - Michael Baigent, Richard Leigh and Henry Lincoln (1982)
I Capture the Castle by Dodie Smith (194 8)
Se Um Viajante Numa Noite de Inverno (If on a Winter’s Night a Traveller) - Italo Calvino (1979)
João de Ferro (Iron John: a Book About Men) - Robert Bly (1990)
Fernão Capelo Gaivota (Jonathan Livingston Seagull
) - Richard Bach and Russell Munson (1970)
The Magus - John Fowles (1966)
Labirinto (Labyrinths
) - Jorge Luis Borges (1962)
Leopardo, O (The Leopard)
by Giuseppe di Lampedusa (195 8)
Mestre e Margarida (The Master and Margarita
) - Mikhail Bulgakov (1967)
Sem Logo - A Tirania das Marcas em um Planeta Vendido (No Logo) - Naomi Klein (2000)
On The Road - Pé na Estrada (On The Road)
-Jack Kerouac (1957)
Medo e Delírio em Las Vegas (Fear and Loathing in Las Vegas) - Hunter S Thompson (1971)
Outsider, O (The Outsider)
- Colin Wilson (1956)
Profeta, O (The Prophet)
- Kahlil Gibran (1923)
The Ragged Trousered Philanthropists
by Robert Tressell (1914)
Rubáiyát (The Rubáiyát of Omar Khayyám)
- Edward FitzGerald (1859)
The Road to Oxiana
by Robert Byron (1937)
Siddhartha (Siddhartha) by Hermann Hesse (1922)
Sofrimentos do Jovem Werther (The Sorrows of Young
Werther) - Johann Wolfgang von Goethe (1774)
História de O (Story of O)
- Pauline Réage (1954)
Estrangeiro, O (The Stranger)
- Albert Camus (1942)
Erva do Diabo, A (The Teachings of Don Juan: a Yaqui Way of Knowledge)
- Carlos Castaneda (196 8)
Testament of Youth
by Vera Brittain (1933)
Assim Falou Zaratustra (Thus Spoke Zarathustra) - Friedrich Wilhelm Nietzsche (1883-85)
Sol é Para Todos, O (To Kill a Mockingbird) - Harper Lee (1960)
Zen e a Arte de Manutenção de Motocicletas (Zen and the Art of Motorcycle Maintenance: an Inquiry into Values) - Robert M Pirsig (1974)

1 Aqui se faz uma alusão ao livro “O Apanhador no Campo de Centeio”, de J.D. Sallinger que, invarivelmente serve de inspiração para loucos assassinos como o cara que matou John Lennon por exemplo. No filme “Teoria da Conspiração”, o personagem de Mel Gibson fica monitorando as pessoas que compram este livro numa livraria.

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Este artigo foi criado a partir da livre tradução feita por mim do original 50 best cult book, que saiu no dia 25 de abril de 2008, no Telegraph da Inglaterra.

Caso você ache que isto é plágio, primeiro se informe, pois não se pode acusar alguém de ter plagiado sem antes ter conhecimento de causa.

Estas palavras se fazem necessárias pelo fato de eu ter sido acusado de plágio ao postar a tradução feita por mim de um artigo do New York Times, chamado You’re an Author? Me Too! de Rachel Donadio. Alguém, um desavisado, fez a acusação sem fundamentos porque, ao que parece, leu por alto uma outra tradução feita por uma pessoa de suas relações. Mas, se ainda pairarem dúvidas, sugiro a leitura de um artigo escrito por mim, em forma de poesia, chamado “Aos que gostam de plagiar“.

Confira nos links abaixo a série de artigos intitulada “Você é escritor? Eu também! – autores demais e leitores de menos”, que se trata da tradução feita por mim do referido artigo do New York Times.

Você é escritor? Eu também! Autores demais e leitores de menos - (1) Introdução

Você é escritor? Eu também! Autores demais e leitores de menos - (2)

Você é escritor? Eu também! Autores demais e leitores de menos - (3)

Você é escritor? Eu também! Autores demais e leitores de menos - (4)

O que muita gente não sabe é que o Rio de Janeiro, em cada esquina tem um pouco da história do Brasil para contar. E é isto que o Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Espaço e Cultura (Nepec), da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) vem pesquisando e divulgando através de um trabalho específico. Por exemplo, para comemorar a Abolição da Escravatura foi criado o roteiro “Caminhando por negras geografias no Centro do Rio”, que foi elaborado pelo professor João Baptista Ferreira de Mello, do Departamento de Geografia Humana da referida universidade.

Portanto, ao caminhar pelo centro e algumas regiões da cidade, você vai aprendendo a história do Brasil de uma maneira bem diferente e bastante interessante.

Você pode se inscrever para participar pelo email: roteirosgeorio@uol.com.br

Abaixo estão os quatro principais roteiros:

roteriosrj 

(Re)conhecendo o Centro do Rio a pé: encontro no alto do pátio do Mosteiro de São Bento (Rua Dom Gerardo, 40). Assiste-se a cinco minutos da missa com cantos gregorianos), vista panorâmica da área portuária e da Baía de Guanabara, Avenida Rio Branco, igreja da Candelária, Centro Cultural Banco do Brasil, Rua Visconde de Itaboraí, Rua Buenos Aires, Beco das Cancelas, Rua do Ouvidor, Travessa do Comércio, Praça XV, Paço Imperial, Rua São José, bondinho de Santa Teresa, Esplanada de Santo Antônio, Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro, Cinelândia, Museu Nacional de Belas Artes.

Ecos da cultura na Cidade Nova e na Praça Onze dos bambas do samba: encontro na estação do metrô Estácio, Cidade Nova, Avenida Presidente Vargas, Praça Onze, monumento a Zumbi dos Palmares, Sambódromo, Terreirão do Samba/palco João da Baiana – vista para o Morro da Favela/Providência – Escola Tia Ciata - Igreja de Santana.

Roteiro noturno no Centro do Rio a pé: Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro, Real Gabinete Português de Leitura, Igreja Nossa Senhora da Lampadosa, Avenida Passos, Praça Tiradentes e arredores, Rua da Constituição, Avenida Gomes Freire, Rua do Lavradio, Esplanada de Santo Antônio, Largo Braguinha, Rua Mem de Sá, Arcos da Lapa, Rua Joaquim Silva, Escadaria Selaron, Largo Nelson Gonçalves. Sala Cecília Meireles.

(Re)conhecendo a periferia do Centro do Rio a pé: Centro Cultural Light, Palácio Itamaraty, Gare Dom Pedro II/Central do Brasil, Campo de Santana, Rua da Constituição (Museu do Rádio), Rua República do Líbano (Centro Cultural Hélio Oiticica), Avenida Gomes Freire, Avenida Passos, Real Gabinete Português de Leitura, Rua Luís de Camões, Largo de São Francisco, Rua Uruguaiana, Largo da Carioca, Avenida Treze de Maio, Teatro Municipal (visita guiada de 50 minutos), Convento de Santo Antônio, Rua Gonçalves Dias e Confeitaria Colombo (opcional).

Este post foi criado a partir do artigo “Um Passeio Pela Alma Negra no Centro do Rio de Janeiro”, do Boletim da FAPERJ.

Fusca

Se você gosta de conhecer a história das grandes corporações e como elas chegaram a ser o que são, veja no site da Deutsch Welle, a história de várias empresas alemãs que fizeram e fazem sucesso mundial. A matéria é divida por campos de atuação como Automóveis, Alimentação, Brinquedos, Escritório, Máquinas, Música e Som, Saúde e Beleza, Vestuário e outras mais. Assim será possível ter informações sobre Mercedes-Benz, Volkswagen, BMW, Oeteker, Mellitta, Knorr, Montblanc, Faber-Castell, Braun, Bayer, Adidas, Puma e outras mais se tornaram marcas tradicionais e garantia de qualidade.

Lá em casa havia uma rádio-vitrola Grundig, ainda do estilo “pé de palito”, que foi moda em meados dos anos 50 até o fim dos anos 60. Este aparelho de origem alemã, acreditem, marcou minha infância. Pois era sob ele que, deitados, eu, meu irmão mais velho e meu pai ouvíamos aos jogos de futebol. Isto já era final dos anos 60. Aí veio a Copa do Mundo de 1970 e meu pai investiu num potente rádio portátil, assim do tamanho de uma caixa de sapatos, da marca Telefunken. Era o máximo. Tinha tudo quanto é tipo de ondas. Curtas, médias e mais um monte de teclas que eu não sabia pra que serviam.

Brasil Tri-Campeão e meu irmão mais novo, aos 3 para 4 anos, pega o rádio e põe sobre a cabeça. Todos comemorando… Ele vai até o meio da calçada e deixa o rádio cair. Pronto… Meu pai teria que comprar outro rádio? Que nada. O danado do rádio ainda sobreviveu vários anos.

paperedgesthumb ₢ British Library

Dentre as atividades relacionadas ao livro como objeto, a restauração e a conservação de obras raras é uma das mais importantes. Não há biblioteca que se preze que não tenha um bom departamento de restauração, por exemplo. Agora, quando se trata da British Library, a coisa toma proporções majestáticas.

Recentemente o setor de conservação e restauração foi transferido para um novo e moderníssimo prédio, que é capaz de armazenar cerca de 12 km de livros a cada ano. Isso mesmo, a contagem é feita em quilômetros. Para tanto, como as verbas são públicas e nem sempre estão disponíveis em quantidade suficiente, a British Library criou o programa de adoção de livros para restauro. O sistema é bem simples. Você escolhe um livro em uma lista previamente oferecida e faz a doação. Em contrapartida você recebe o direito de incluir um ex libris no livro e uma espécie de milhagem para oferecer vouchers turístico. Isto é ótimo para grandes empresas que podem agregar sua marca ou nome a esta atividade extremamente cultural, o que confere grande visibilidade e prestígio. É uma nova forma de mecenato.

Assista um vídeo legal sobre conservação e restauração dos seguintes livros:

Sutra of the Ten Kings (Chinese, século X)

Ramayana (Tibetan, séculos IX e X)

Diamond Sutra (Chinese, século IX)

Animal Zodiac (Khotanese, século IX)

Mercator Atlas (Flanders, século XVI)

indextraslationum

Se você procura edições de um determinado livro em várias línguas, não pode deixar de consultar o Index Translationum, que se trata de um banco de dados criado em 1932 e neste ano completa 75 anos, que está a cargo da UNESCO. As informações foram obtidas no site desta instituição.

Desde 1979 os vários países membros da UNESCO enviam informações bibliográficas sobre livros traduzidos e publicados nos últimos 30 anos, englobando praticamente todas as áreas do conhecimento como Literatura, História, Ciências Exatas entre outras totalizando cerca de 1.700.000 entradas ou livros.

Você encontrará todas as informações sobre bibliotecas nacionais, estatíscas sobre os livros e também formas de consultar nas seguintes línguas:

Inglês

Francês

Espanhol

Por exemplo, fiz uma busca apenas usando as palavras “Saramago” e “Ensaio”. Foram encontradas 52 entradas indicando título no país em que foi traduzido, nome do tradutor, editora, número de páginas e ano da edição traduzida. Veja abaixo:

Busca

busca1

Resultado

busca2

Uma das funções da História é não permitir, através do estudo, que erros cometidos no passado venham a se repetir no presente e também, a partir disto, pavimentar a estrada do futuro sem que haja muitos percalços. Sendo assim, nunca é demais lembrar que vivemos recentemente um momento de exceção política, na qual o país se viu mergulhado em arbítrios e radicalismos. E nada melhor para refletir do que ver uma exposição a respeito dos anos de chumbo (1964-1985), que será inaugurada na Estação Pinacoteca, em São Paulo, e depois seguirá para outras cidades brasileiras.

Direito à Memória e à Verdade - a Ditadura no Brasil: 1964-1985
Estação Pinacoteca
Largo General Osório, 66 - Luz
De terça a domingo, das 10h às 17h30
Entrada Gratuita

Clique sobre a imagem para ver um slide feito sobre este assunto. É necessário ter conta no igoogle.

Agora é a vez da Geografia ser o tema de um concurso de caráter nacional envolvendo escolas, professores e alunos do Ensino Fundamental e Ensino Médio. As inscrições vão até o dia 21/05/2008.

Este concurso tem caráter multidisciplinar, envolvendo não apenas os professores de Geografia, mas também professores de História, Ciências e Língua Portuguesa.

Podem participar os alunos de 8º ano (antiga sétima série) ou o 9º ano (antiga oitava série) do Ensino Fundamental – bem como a primeira série do Ensino Médio, tanto da rede pública quanto da rede privada de ensino.

Para se inscrever basta preencher o formulário .

Sugiro que antes leiam o regulamento.

O objetivo deste concurso é aprofundar o conhecimento do Brasil e também criar nos estudantes a noção de espaço, motivando-os a viajar.

Fonte [Ciência Hoje das Crianças]

CB061886 ₢ Corbis

A resenha ou crítica literária são tanto uma descrição ou uma avaliação de um livro. Deve concentrar-se sobre a finalidade do livro, conteúdo e credibilidade.

Preliminares

Antes de começar a ler, considere o seguinte:

1. Título - O que propõe?

2. Prefácio - Fornece informações importantes sobre a finalidade do autor em escrever o livro e lhe ajudará a determinar o sucesso do trabalho?

3. Índice - Diz-lhe a forma como o livro é organizado e os itens  que ajudarão a determinar as principais idéias do autor e a forma como são desenvolvidos? Observar a cronologia, tópicos e outros ítens.

 
Leia o texto

Anote as impressões sobre o que você lê e destaque passagens para evidenciar. Tenha em mente essas perguntas:

1. Qual é a área ou gênero, e como o livro se encaixa nestas áreas?(Utilize fontes externas para se familiarizar com o campo, se necessário)

2. Qual o ponto de vista daquilo que está escrito?

3. Qual é o estilo do autor? É formal ou informal? Qual tipo de público pretende atingir? Se é uma obra de ficção, o que faz o autor no sentido de usar técnicas literárias?

4. Os conceitos estão claramente definidos? O autor desenvolve bem as idéias? Que áreas são abrangidas ou não abrangidas? Por quê? Isso ajuda a estabelecer a credibilidade do livro.

5. Se é uma obra de ficção, anote elementos como a personagem, enredo, e organização, e como estes se relacionam com o tema do livro. Como é que o autor delineia seus personagens? Como os desenvolve ou desenvolveu? Qual é a estrutura do enredo?

6. Quão exatas são as informações contidas no livro? Verifique fontes externas, se necessário.

7. Se necessário, anote o formato do livro - diagramação, encadernação, tipografia. Verifique se há mapas ou ilustrações e se certifique  que eles ajudam a compreensão.

8. Verifique o assunto. O índice é preciso? O que fez o autor utilizar fontes - primárias ou secundárias? Como é que ele fez uso delas? Tome nota de importantes omissões.

9. Por último: o livro é completo? Precisa ser melhor trabalhado? Compare o livro a outros deste autor ou de outros autores.

Consulte fontes adicionais

Tente encontrar mais informações sobre o autor - a sua reputação, qualificações, influências, etc. - qualquer informação que seja relevante para o livro a ser revisto e que ajudará a estabelecer a credibilidade do autor. É bom ter conhecimento do período e de importantes teorias literárias, isto também pode ser útil para a sua resenha. Consulte algum especialista que poderá sugerir fontes e caminhos de pesquisa.

Prepare um esboço

Analise cuidadosamente suas notas e tente unificar suas impressões em uma declaração que descreva a finalidade do trabalho. Em seguida, delineie os argumentos que sustentam a sua resenha. Seus argumentos devem desenvolver a resenha de uma maneira lógica.

Escreva um rascunho

Depure suas anotações e, então, direcionando e fazendo referências às notas quando necessário, comece a escrever. A resenha deve incluir os seguintes elementos:

1. Informações preliminares - A citação bibliográfica completa do livro ou seja, título, autor, local, editor, data da publicação, edição, número de páginas, características especiais (mapas, gravuras, etc), preço e ISBN.

Exemplo:

Dona Carochinha
Contos e Histórias
Rio de Janeiro: Editora Que Imprime, 1998.
224pp. $37.50
9877987798779-0

2. Introdução - Tente capturar a atenção do leitor com sua frase inicial. A introdução deverá indicar sua idéia central, e definir o tom da resenha.

3. Desenvolvimento - Desenvolva argumentos que suportem a resenha, tal como estabelecido no seu esquema. Use descrições, avaliações e, se possível explicação do motivo pelo qual o (a) autor (a) escreveu o livro. Use citações para ilustrar pontos importantes ou peculiaridades.

4. Conclusão - Se a sua resenha foi bem fundamentada, a conclusão deve seguir naturalmente. Ela pode incluir uma avaliação final ou simplesmente reafirmar a sua visão. Não deve introduzir novos materiais neste ponto.

Revisão do rascunho

1. Faça tudo dentro dos prazos estabelecidos. Assim você ganha tempo.
2. Releia com atenção o seu texto, à procura de clareza e coerência.
3. É fundamental ter gramática e ortografia corretas.
4. Verifique as citações.

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Livre tradução de How to Write Book Review,
que se encontra no portal da Queen´s University do Canadá.

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Suplementos Literários: coleta de informações

A Escrita Criativa e Finalizando

A escrita criativa: Os cursos para se tornar um escritor

Desde os anos 1960, que os cursos e programas de escrita criativa têm ajudado a “democratizar” o talento de vários grupos, fornecendo “o incentivo para mulheres e inúmeras pessoas de diferentes classes sociais e etnias para que contem suas histórias e escrever seus poemas”, disse David Fenza, diretor executivo de uma empresa. Ele não acredita que o excessivo número de livros editados afaste o público da leitura, mesmo porque não crê nos que afirmam ser toda esta atividade literária um deslocamento na direção oposta das grandes obras literárias. O que importa, mesmo que os tais cursos e programas tenham falhas é que as pessoas estão pensando mais e escrevendo mais e isto vai acabar sendo absorvido pelo público leitor.

A coisa é tão importante que Mark McGurl, um professor de Inglês da Universidade da Califórnia, em breve lançará um livro sobre o impacto da escrita criativa na literatura norte-americana desde o fim da Segunda Guerra Mundial, chegando a afirmar que “a literatura norte-americana nunca foi tão profunda, forte e variada”, mesmo que inúmeras distrações da vida moderna como a Internet, o DVD e os Video Games concorram para a diminuição de leitores, nunca houve tantos grandes escritores escrevendo nos Estados Unidos sem que haja pessoas para ler seus livros.

Finalizando

Em geral, segundo Gabriel Zaid, que fala despreocupadamente sobre a proliferação de títulos e volumes assombrosos de publicações, nem todos deveriam levar a caneta ao papel. Para isto chega a citar André Gide que dizia Découragez! Découragez! (Desencoraje! Desencoraje!) quem desejar ser escritor. Isto poderia, de acordo com seu pensamento, os verdadeiros escritores de talento não seriam desanimados a continuar escrevendo ou tentando um lugar ao Sol. Naturalmente alguns escritores medíocres seriam desencorajados mesmo. mas como garantir que um escritor em potencial não teria sido perdido?

Realmente existe muito barulho lá fora, mas alguns sons são música.

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Para maior embasamento sugiro baixar o pdf que está no portal do Ministério da Cultura, do Estudo Sobre o Mercado Editorial Brasileiro, de Fábio Sá Earp e George Kornis, que analisa o período compreendido entre 1995 e 2004.

Leia no original a matéria You’re an Author? Me Too!, a qual fiz esta livre tradução que motivou esta série de posts.

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